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Ele Voltou!

O Zico chegou.
Nos Braços do povo,
Zico voltou.
De humildade... repleto, rico.
Mais que Imperador, é Deus.
Não Zeus. Sim, o Zico.

É minha gente... o nosso grande Zico está de volta!
A euforia toma conta de todos aqueles que pelo menos já ouviram falar do grande ídolo e craque Mundial!
Veio trazer sua visão altruísta e honesta para a combalida direção de futebol da Gávea.
Muitos jogadores pensam ser maiores que o Flamengo. Quem conseguirá sequer equivaler-se? Na minha opnião, só dois: Júnior e Zico. E isso foi alcançado graças ao incrível nível de humildade que esses monstros atingem diante do Mais Amado.
Agora é ter paciência e confiar na idoneidade de Sua Majestade.
Eu vi Zico jogar. Não me lembro de uma partida sequer na qual ele participasse sem entrega e esforço total. Lamentei o fim de sua carreira -como a do Maestro- e por isso mesmo sei o que é vislumbrar qualquer possibilidade de contato profissional que ele venha a ter novamente com o Rubro-Negro Original do Brasil. Como na história do Rei Midas, acredito que o que o Zico vier a tocar no Flamengo, virará ouro.
Espero que as cornetas só apareçam agora para anunciar sua presença tão agradável nas dependências da Gávea e do Maraca.
(Tenho o receio de que as novas gerações de torcedores do Flamengo não entendam sinceramente o valor desse grande momento... mas isso é por enquanto apenas um receio.)
ZICO, EU CONFIO EM VOCÊ!

(Ufa! Heim, presidenta? Essa foi a melhor coisa que você podia fazer pelo Flamengo! Parabéns e ouvidos atentos ao Galinho.)

Verdadeiras Saudações Rubro-Negras!

Planeta Flamengo: um Mundo de Heróis

Demorei para escrever alguma coisa pra você, meu caro único leitor-paraquedista, eu sei. Mas o que fazer quando seu time de coração conquista um título tão esperado? Quase me senti como um pai de primeira viagem... E olha que já tenho 32 anos, e me lembro muito bem dos títulos de 87 e 92.
Ver o meu Flamengo disputar um título é sempre uma grande alegria, um momento marcante, emocionante, mas esse brasileirão foi... único. Cada vez que eu ouvia '17 anos', parecia que a memória de 92 ia se apagando. A cada dia que passava, os dias relutavam mais e mais em terminar... ou recomeçar.
Mas enfim, chegou o grande dia. A tensão que me tomava era tão absurda que eu nem tinha como medir. Como não tive oportunidade de ir ao Maraca, assistiria ao jogo com meu grande 'encaminhador rubro-negro': meu Avô Relmas Reis. No caminho até Praça Seca -onde ele mora- podia observar o clima desse domingo tão especial. Dezenas e mais dezenas de pessoas paramentadas com o Manto Sagrado. Nas ruas, no mercado, nos bares, nas padarias, nos quintais, nos carros. Tudo era uma majestosa festa de gala.
E o ambiente cheirava à comemoração mesmo. Era churrasco aqui, hino do Mais Amado ali... uma loucura típica e orgulhosa da rotina rubro-negra. Cheguei à casa do Sr. Relmas e lá estava ele, curvado pela idade, sentando à beira da cama, ouvindo o radinho de pilha, à minha espera. Com todo o respeito que tenho por ele, beijei-o e agradeci mais uma vez por ele ter-me feito torcedor do Maior Clube do Planeta. Ele não entendeu muito bem, mas gostou das honrarias com um brilhos nos olhos já tão vividos.
Almoçamos e nos prostramos no sofá, anciosos que somos nas vésperas de um grande evento. E que evento...
Percebi que eu teria que dar um jeito naquela minha tensão tão gigantesca quanto o Flamengo. E tome cerveja pra tentar relaxar (anestesiar)...
O jogo começou e aquela mistura de sensações, aquela emoção e uma única certeza: de ser Hexa. Disso eu sempre soube e, se interessar, pode ler nos posts anteriores que eu sempre acreditei que esse ano era nosso. Afinal, tudo estava seguindo perfeitamente, sob a forma do sacrifício e do sofrimento peculiar do Flamengo. Ou seja, era nosso. Como foi realmente.
Desde quando tínhamos menos de dois por cento de chances de sairmos campeões, eu já acreditava. Eu sentia que era a nossa vez! Isso é ser Flamengo, é acreditar no improvável e torná-lo viável.
Não senti o jogo passar, o delírio me possuía como entidade dominadora.
A cada gol do Mengão, um urro de desabafo, de superação. Quis Deus -mais uma vez perfeito- que o David fizesse o primeiro -dando o golpe de recuperação no Golias-Anti-Flamenguistas- e que o nosso 'Magro de Aço', fizesse o segundo. Foi a vitória da humildade, do negro Andrade, do Favelado Adriano, do nordestino Angelim, do gringo Pet, da Mulambada Rubro-Negra. Explosão de alegria, de satisfação. Do suor e da lágrima que lava a alma da gente.
Abraçava meu velho avô e pulava. Socava o ar, corria até o portão e invocava o Grande Espírito do Guerreiro Rubro-Negro que há dentro da cada um de nós, torcedores verdadeiramente apaixonados.
Ninguém jamais, saberá o que é ser campeão torcendo pelo Maior e Mais Amado do Universo. Isso, é exclusividade nossa!
Parabéns à nós, Nação Rubro-Negra!
É Hexa! Orgulho de ser Flamengo, sempre Flamengo!

Ah! E Verdadeiras Saudações Rubro-Negras!

Cardápio Variado do Urubu

A vez do urubu, ave predadora, ecologicamente correta, que não desperdiça nada, que limpa as carcaças e o ambiente... Eis que encontrou uma ave 'fresca' pela frente. Tão fresca que, em algum momento, pensou que a freguesia mudaria de lado...
É urubu... Além de comedor de moribundos, também foi promovido à predador, como sempre lhe foi de direito, e realmente vestiu a camisa, deixando a preguiça de outrora, de lado. É hora do esforço, do sacrifício, do abate da vítima alheia.
Só que, ao contrário da negra ave carniceira que voa alto -através das 'térmicas', por malandragem inteligente, os galináceos não saem do chão. Se esforçam, batem suas asas atrofiadas, mas não conseguem mais do que cair do puleiro sujo com alguma segurança.
A natureza é sábia. Alguém tem que alimentar o urubu, de família numerosa e presente em todo canto, por ordem Divinal.
Dessa vez, coube ao galo -frango velho e praticamente virgem- a tarefa de fazer servir-se, mesmo que com pena à quem merece e sabe voar alto, viril e imponente. À quem vem roendo o osso faz muito tempo.
E o cardápio vem variando!
Enjoados de bacalhau, agora vai devorando peixe, porco, gazela... Nada mal, heim urubu?
Semana que vem, vai devorar o timbu... não varia muito, pois que já provou outros gambás e, coincidentemente, eles têm gosto de... galinha.

Verdadeiras Saudações Rubro-Negras
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O Império e seu 1º Exército

É um Reino de raça e de força. De coração e de bom-Senso. Seus súditos escapam de suas redondezas. Rumam e reinam por outras regiões, outros mundos, na obscuridade dos reinos infelizes. São amparados somente pela Justiça Divida: a única ordem que pode resguardá-los, tamanho sua Grandiosidade Imperial.
Grande é Sua casa, Seu Castelo, Sua Nação, Sua História, Seu Presente e Seu previsível Futuro. Grandes foram e são seus heróis no Olimpo, a quem tudo devem.
O desejo constante de novas conquistas e a ameaça dos adversários soberbos exige sempre que seus Exércitos mantenham-se prontificados e haptos à cada ambiente.
O principal, tem como especialidade o combate em campo aberto. É dotado de combatentes e oficiais de elite, profundamente treinados e inspirados sempre pela indescritível Grande Ordem. Força a qual só os que dela vivificam seus dias podem compreender.
Quando em atividade de batalha, o encarregado da última resistência defensiva do Reino é o arqueiro. Com sua frieza peculiar, espera sempre o momento exato de agir e tornar a defensiva desmoralizante em ofensiva vitoriosa.
Atuando sob orientação direta do arqueiro - mas sem perder o poder de iniciativa de ação - os escudeiros devem bloquear o quanto puderem a ação atacante dos adversários. Desarmando-os com firmeza digna dos humildes mais nobres, sem a crueldade dos inferiores que, muitas das vezes, carregam em suas veias o sangue azul. São oficiais graduados e especializados. Grandes observadores.
Guardas rústicos à frente da defesa, atuando em conjunto com os balestreiros precisos. Os primeiros, fazendo a primeira linha defensiva, o 'pente fino', filtrando seu território dos invasores insistentes, sem misericórdia. São utilíssimos e imprescindíveis guardiões do Reino.
Os segundos, apoiando indiretamente a linha de frente rumo ao objetivo, provendo todas as condições ideais para que os mesmos decidam a batalha - e, quando não suficiente, apoiando de forma interina, com voracidade e precisão cirúrgica. Atualmente, em nosso reino um estrangeiro é o honrado comandante essa divisão. Conseguiu o ser por méritos comprovados em batalhas diversas.
Todo Imperador que se preze, não se contenta em dar meras ordens aos seus comandados. Para ele, o maior prazer não é vencer a batalha e sim, fazer parte dela. Batalhe ele onde ela ocorrer. Honrar seus próprios ídolos de outrora. Fazer história e, como eles, ser também eternizado.
E combater, é claro. Em defesa de seu próprio território, ou na conquista de outros.
É quem assume as rédeas da ação. É quem chama para si a responsabilidade da luta. É quem até mesmo se sacrifica primeiro. É quem transforma a derrota iminente em vitória inesperada. É quem serve de exemplo. É quem eleva o moral dos seus e destroça o dos adversários, independente de seus passados. É herói.
Assim é o nosso Imperador. Que -de integrante do povo humilde- trouxe o dom da realeza das armas. Enxergou o futuro, conheceu o mundo -reinando outros reinos, inclusive- mas que retornou aos seus com a Boa Nova do renovado desejo da conquista.
Qual Nação não se orgulharia de um Reino assim? De um Imperador assim?
Pois só uma Nação -de cores vivas e orgulhosas- foi agraciada por Deus, por isso.

Flamengo, Império e Nação.
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Flamengo

Flamengo. Minha emoção de contar, de tentar exprimir. Meu coração se aperta quando simplesmente me lembro de Ti. Que força é essa? Que poder sublime é esse que me emociona e me contagia? Que me faz encher os olhos de espevitadas lágrimas? E faz isso à cada um dos que compartilham esse sentimento inexplicável...
Usaria vasto vocabulário e não conseguiria explicar nada em definitivo. Nada que convencesse quem quisesse entendê-lo, sem sentí-Lo à fundo. Te amo meu Flamengo. Amo mais que qualquer outro possa amar. E quantos não pensam igualmente assim?... Tatuam-se, sacrificam-se por esse amor incondicional. Amor que só exige ser sentido, ser amado.
Quando os que Te representam se derrotam sob Seu Manto Sagrado, sofremos demais. Não dormimos como antes. Lamentamos até o fim. Morremos um pouco. Magoados ficamos. Não Contigo, Flamengo. Com quem não Te honras à altura, sim...
Mas quando Vences... confundimos os que atuam por Ti, Contigo... Idolatramo-os, confusos, insanos que ficamos. És superior à tudo e a todos, meu Flamengo. Sabemos disso. Só agradecemos pela alegria e pelo alívio que nos dá com Suas aparição. Nossos dias ficam menos difíceis. Superamos problemas, doenças, dores e outros amores não tão compreensivos.
Pena que muita das vezes, És joguete de alguns que dizem Te amar, mas que não Te sentem como nós, distintos amantes que somos de Ti.
Time, conjunto de cores e letras, sociedade, nação. Seja lá o que fores, És nossa alegria. Que vazio seria mesmo se não existisses. Só teríamos noção de que faltaria algo no mundo. Seu lugar é o topo, seja aos olhos alheios, seja aos nossos corações.
És eterno, sublimado, venerado, eternizado... nos limites ilimitados do sentimento de cada uma dessas ações. Flamengo, meu amor maior.

Nasce um Herói

Fora do campo, era atleta de atitudes duvidosas. Dentro dele, todos previam um especialista promissor - por vezes displicente, como todo sabedor de suas futuras capacidades prováveis. Por vezes - quando falhava distraído, era vilão, xingado, diminuído, menosprezado até. Por outras, era herói, exaltado, considerado o melhor de uma nação inteira. Nação órfã de outros antigos heróis, que haviam sido consagrados pela eternidade, suas hierarquias os permitiam parar de combater diretamente, ou a partir em luta por outros campos, outras batalhas mais exigentes. Quando a veneração dos admiradores já não era mais suficiente para mantê-lo em solo conterrâneo. Nação que -ávida- buscava abrigo sob as asas de um novo herói.
Veio de outras paragens, 'do nada'. Surgiu jovem e esguio.
Tão frio nas decisões, que irritava sua torcida e destruía os opostos.
Quando distraído, assustava companheiros e surpreendia os adversários, desacreditados de tamanha falha. Era o sinal de que a profecia tão esperada, começava a ser cumprida. Por mais contraditório que parecesse...
Numa noite, a revelação se apresentou à todos de forma absolutamente concreta, raivosa até.
O atacante adversário avançou pela esquerda, cortou para o meio e, de muito longe, disparou o petardo esférico. Venenosa curva e vertiginosa velocidade acompanhavam o projétil e o traziam na direção das três barras de ferro, de forma letal para os corações dos torcedores presentes ao local.
Como que com membros inferiores dotados de potente impulsores explosivos, o quase-confirmado-herói voou preciso na direção, visando a interseptação, de braços esticados e dedos abertos. Com maestria, colheu a esfera com rara delicadeza e plasticidade. Trouxe-a para junto do peito, aconchegou-a e pousou perfeito, como se aquilo fosse coisa simples, natural dele. Atônitos, seguiam-se milésimos de segundo silênciosos, perdidos imediatamente em explosão de euforia sã. Era o batismo. A confirmação de uma certeza.
Em outro momento, numa penalidade, fez o impossível em tão pequeno espaço de tempo e de distância: decidiu-se por esperar a iniciativa adversária. Foi corajoso e confiante. Observou detalhes mínimos: o último olhar do duelista, o formatura do tronco, o posicionamento do pé batedor, a arrancada da bola e sua trajetória iniciante. Como quem usa de super-poderes, conseguiu, depois de tudo isso, arrancar-se do solo, da inércia, de nova força explosiva, na direção exata da interdição. Como armamento de artilharia que abate um míssil balístico de forma absoluta, mortal. Com a ponta dos dedos, desviou suficientemente a esfera de gomos justos para longe da meta de redes.
Novo delírio, novo pavor. Nova confirmação de um herói que nascia.
Era questão de tempo, paciência e humildade, ser também carregado nos braços do povo para o Olimpo Rubro-Negro. A Eternidade.

Amor e Ódio

Amor e ódio. Admiração e inveja. Sabemos que -mesmo sem confessar- nossos adversários nos admiram. Somos grandes, diferentes, superiores, soberbos até. Estamos sempre na berlinda, do bem ou do mal. Do bom e do ruim. Vitórias e derrotas.
Em dias de Evento, vestimos nossas armaduras, como cavaleiros medievais da alta corte em cortejo respeitoso. Sim, somos orgulhosos de o sermos. Estamos sob a regência dessa Força inexplicável que é o Flamengo. Força que nos impele à acompanhar em qualquer canto, aqueles que -por momentos parcos- evergam o Manto Sagrado. O Absoluto.
Bem verdade que poucos desses profissionais honram-no à altura. Mas quando honram, são reconhecidos e levados pelos nossos braços, à eternidade. No fundo, nós-Nação é que sentimos realmente o valor dessa Força. Estamos nas redondezas, mas não alheios ao movimento.
Os tempos passam, os adversários ficam pra trás, mas o sentimento que nos une em torno dessa Energia Superior é cada vez maior. Alguns confundem-se e perdem-se no olho de sua grandeza.
Consideram-se tão grandes quando o Maior. Não são difinitivamente, do nosso lado. Nos sacrificam, nos envergonham, se isolam de forma aparentemente organizada. Tudo falso.
Continuemos sendo então, humildes, sorvendo o sabor das vitórias morais, mesmo quando as batalhas parecem perdidas. Somos maiores. Sempre seremos.
Flamengo, alegria e dor.

A questão é: por que não ir ao estádio?

Noutro dia estava dando um rolé por algumas comunidades do Orkut, dedicadas aos 'maiores e mais tradicionais' times do Brasil. Claro que sempre com um dos meus perfis fakes e malas...
E parece brincadeira, mas uma das maiores reclamações dos torcedores é a ausência de quem pode ir ao estádio prestigiar seu dito 'time de coração', mas não vai nem ao menos uma vez por ano...
Cheguei a conclusão de que não posso falar -ou escrever- sobre uma coisa que eu não conheço. Primeiro porque meu time é realmente o maior e mais tradicional -do mundo inteiro, que dirá- do Brasil. E não preciso escrever isso entre aspas... Segundo porque vamos naturalmente ao templo Maraca e colocamos miseravelmente 20 mil cabeças (nossas) em joguinhos que não valem absolutamente nada, contra adversários de igual valor. Em jogos medianos, alcançamos 50 mil dispostos e orgulhosos torcedores -vide no último jogo contra os maloqueiros, do lipoaspirado -mas eterno- Rolnaducho.
Não vou nem comentar quando atingimos capacidade máxima e fazemos aquela festa digna de reportagem no Jornal Nacional por uma semana...
Pra mediar a história, acredito que mesmo assim, perdemos um pouco a disposição de ir ao Maraca, desde a época em que sua capacidade de público foi reduzida. Eu ainda cheguei a ir à um Fla-Fú com 109 mil combinados... Óbvio que destes, uns trinta mil eram tricoletes. E podem bater palmas pra eles... quem quiser.
Mas sinceramente? Na época em que o NOSSO estádio cabia mais de cem mil, dava muito mais disposição pra encher o eterno maior do mundo. Afinal, tinha tudo a ver: maior Time do mundo, maior torcida do mundo, maior estádio do mundo...
Agora a coisa saiu um pouco dessa lógica. Mas... é vida que segue e nem sempre o mundo pode se enquadrar a nossa grandiosidade...
Então comecei a refletir profundamente sobre o porque da razão de não precisarmos ficar fazendo campanhas orkutianas ou qualquer outra coisa do gênero pra irmos ao Maraca religiosamente como sempre fazemos semanalmente a décadas... e sem precisar alardear aos quatro ventos.
A conclusão é simples e de fácil entendimento: conscientes que somos da nossa superioridade por estarmos diante do maior Clube do planeta, também despertamos desde sempre para a necessidade de fazer desse momento algo de suma importância em nossas vidas. Ninguém precisa combinar nada. Cada um vai por si. E quem vai, sabe que uma visitinha semanal ao Maraca faz uma diferença danada na vida de cada um. Que dirá poder ir à duas...
É um dia de euforia contida e racional. É onde se desestressa do cotidiano e se faz uma avaliação de conduta e de vida. Seja o Rubro-negro executivo, morador do Leblom e que vai ao estádio no final do expediente, ainda de camisa social e gravata afrouxada, seja o camelô ralador, morador de Acari, que ainda vai dar expediente nas redondezas do Maraca e vender suas últimas mercadorias, com sua tradicional veste (havaiana, bermudão e camisa do mengão pirata), na arquibancada todo mundo é igual. Todo mundo senta lado a lado, ouve radinho de pilha e entende que não era a hora de colocar outro volante e recuar o time depois do segundo gol...
Esse clima de igualdade, essa inclusão e esse nivelamento social só acontece na torcida do Flamengo e dentro do Maracanã. É exclusividade e orgulho nosso.
Todos temos a exata noção do que é estar lá dentro, não apenas fazendo parte da massa, mas principalmente contribuindo na obra com mãos e vozes.
Só a gente sabe disso. Só nós, sabemos a alegria de ser rubro-negro.
No dia em que nossos adversários pensarem e sentirem tudo isso, talvez comecem a despertar pra necessidade de irem aos jogos de seus clubes, sem ficarem contando com o outro, que também não vai nunca...
Posso apostar que isso ainda vai demorar muito pra acontecer e, quando acontecer, o Flamengo já estará com uma gestão decente e nadando em dinheiro... Porque ser campeão, a gente pode ser quando os jogadores quiserem...
De um jeito ou de outro, a gente vai estar lá mesmo, em todo jogo, em bom número, sem campanhas ou convites vergonhosos... passe o jogo na tevê aberta ou não. Sem desculpas de que lá só tem violência, por favor!

Ser Flamengo é ter noção da importância desse Clube em nossas vidas.

Saudações Rubro-Negras.

A gente só chora de alegria!

Andam chorando por aí... reclamando disso e daquilo. Mas lá no fundo, todo mundo sabe que o Flamengo ganha no campo, na bola e na raça. Sabem por que? Porque o Flamengo é o time do povo, do trabalhador humilde, do negro, do favelado, do camelô.
Temos muito mais que duas cores. Temos uma camisa misteriosamente milagrosa.
Querem ganhar do Flamengo? Que parem de chorar. De colocar culpa em fatores extra-campo, de usar desculpas fajutas pra tentar justificar suas inferioridades. Sejam grandes como o Flamengo, mesmo que isso seja impossível.
Ah! E arrumem outro deus, porquê o Onipotente é brasileiro e rubro-negro.

Um videozinho pra emocionar a massa e dar inveja na concorrência...


Torcida Besta e Orgulhosa... Com Certeza!

Meu orgulho de ser rubro-negro começa pelo orgulho de ser carioca. Não dá para negar que a paisagem mais bonita e mais emocionante da Cidade Maravilhosa é a entrada no Maracanã no dia de uma decisão do Mengão.O contraste da escuridão do túnel que leva às arquibancadas, ou o silêncio dos elevadores sociais para o Maracanã lotado e brilhando em vermelho e preto é de arrepiar qualquer torcedor.
Continua pelo orgulho de ser brasileiro e fazer parte da maior torcida do mundo, do time que foi mais vezes campeão brasileiro, no país do futebol. Não preciso nem falar de Zico e companhia, do fato de todos os astros internacionais que nos visitam fazerem questão de usar o manto sagrado, nem da pichação: “MENGÃO CAMPEÃO DO MUNDO”, que eu vi num muro em Chartres, no interior da França. Do vendedor de pastéis em Moscou com o escudo sagrado costurado no forro da jaqueta. Do guerrilheiro africano que trajava o manto enquanto ostentava seu AK-47. Da pequena menina norte-americana no festival de balões da Califórnia que gritava com o sotaque carregado e mostrava a camisa: 'Mengô!'
Quem é Flamengo é Flamengo até morrer, em qualquer lugar do mundo. E faz questão de acompanhar seu time, seja no Rio, em Tóquio, ou em qualquer local que o Rubro-Negro jogue.
Torcedor do Flamengo que se preze faz questão de bater no peito e dizer com o maior orgulho: “Os outros que me perdoem, mas sou Flamengo e não abro”. Para saber o que é isso, basta ir ao Maracanã em qualquer jogo do Mengão. A emoção de ver aquela galera maravilhosa cantando e gritando palavras de ordem emociona até quem não gosta do Flamengo. Já vi muita gente chorar ao passar por essa experiência.
É por isso que a torcida rubro-negra é chamada de nação. Uma nação com muito orgulho de ser Flamengo.
Não tem jeito.As torcidas adversárias têm razão. Os rubro-negros são muito metidos a besta e, convenhamos, com toda razão...
Saudações Rubro Negras!